domingo, 13 de julho de 2014

" Modelo dos modelos "

(Ítalo Calvino)

Refletindo sobre o texto:

Muitos momentos em nossa prática pedagógica somos como o senhor Palomar, desenhamos em nossa mente "modelos perfeitos" para nossos alunos, com o passar do tempo vemos que não se aplicam a todos, esses "modelos perfeitos" ficam apenas nas nossas expectativas de alcançar o mesmo objetivo com todos. Isso em sala regular é comum. No AEE tão pouco seria possível, pois há necessidade de pesquisar o perfil de cada um, de planejar estratégias individuais, considerando características, habilidades, necessidades, possibilidades, específicas, pertinentes à cada um de nossos alunos do AEE. Então se faz preciso como o senhor Palomar construir modelos livres de padrões pré-estabelecidos, o padrão passa a ser o cabe, o que é possível, o que é necessário ao desenvolvimento do aluno, flexível, passível de mudanças durante todo o percurso. Para tanto ousar com "modelos mais simples, transparentes, sutis, diáfanos, como as teias de aranha" como diz o senhor Palomar, pode ser o caminho para a excelência de nosso trabalho nos atendimentos desenvolvendo todo o potencial possível dos alunos.







terça-feira, 3 de junho de 2014

                           TECNOLOGIA / TECNOLOGIA ASSISTIVA

                   Pode-se dizer que as tecnologias são instrumentos culturais criados pelo homem, concretizados como signos ou simbólicos, em processos de interação, que envolvem, principalmente, a linguagem e a tecnologia, concretizando-se, desta forma uma nova forma de comunicação. No caso das pessoas que possuem déficits na comunicação (TEA) e, consequentemente, no desenvolvimento da linguagem, a comunicação alternativa pode ser instrumento que possibilita o acesso à linguagem e à formação. De certa forma, a linguagem tecnológica é uma extensão da linguagem humana que se traduz ou se evidencia em mudanças na compreensão de mundo.  
                                BOARDMAKER
Um dos sistemas simbólicos mais utilizados em todo o mundo é o PCS - Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. O sistema de símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.

Prancha com símbolos PCS
Board significa "prancha" e maker significa "produtor". O Boardmaker é um programa de computador que foi desenvolvido especificamente para criação de pranchas de comunicação alternativa. Ele possui em si a biblioteca de símbolos PCS e várias ferramentas que permitem a construção de recursos de comunicação personalizados.
O Boardmaker poderá ser associado a outro programa chamado de Speaking Dynamically Pro que significa "falar dinamicamente". Estes dois softwares em conjunto se tornaram uma importante ferramenta para construção pranchas de comunicação onde, a partir da seleção de um símbolo, acontece a emissão de voz pré-gravada ou sintetizada representativa da mensagem escolhida. Para comunicar-se com voz o usuário utilizará seu computador ou um vocalizador portátil.


Confecção de calendário com descrição de imagem: 


Os recursos tecnológicos como Boardmaker podem apoiar no desenvolvimento de atividades e materiais para uso com alunos que tem Transtorno do Espectro Autista.Com o Boardmaker, é possível: confeccionar pranchas, localizar e aplicar símbolos e imagens, trabalhar as imagens em qualquer tamanho e espaçamento, imprimir e/ou salvar a sua prancha de comunicação, armazenar, nomear, organizar, redimensionar e aplicar imagens escaneadas, criar folhas de tema ou trabalho, listas de instruções pictóricas, livros de leitura, jornais e pôsteres e acompanhar várias grades prontas de calendários e agendas.


domingo, 20 de abril de 2014

               Informativo diferenciando Surdocegueira de DMU – 
                         semelhanças nas estratégias de ensino.


SURDOCEGUEIRA:

Denomina-se surdocego àquele que possui dificuldades visuais e auditivas, independentemente da sua quantidade. “Uma pessoa que tenha deficiências visuais e auditivas de um grau de tal importância, que esta dupla perda sensorial cause problemas de aprendizagem, de conduta e afete suas possibilidades de trabalho, é denominada surdocega”. OLSON, Stig, Surdocegueira. Apresentação na “A surdez: um mundo de encontro”, Santa Fé de Bogotá, 1995.
A surdocegueira é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação especiais, para viver com as funções da vida cotidiana. (BEST Tony Information Guide, definições de surdocegueira usadas em outros países. Documento sem editar).
A surdocegueira é uma limitação que se caracteriza por sérios problemas com a comunicação no meio, com a orientação no meio e à obtenção de informações.
A surdocegueira pode ser congenita, quando a pessoa nasce com esta única deficiência, como por exemplo pela rubéola adquirida no ventre da mãe. E pode ser adquirida, é quando a pessoa nasce ouvinte, vidente, surda ou cega e adquire, por diferentes fatores, a surdocegueira.

DMU – Deficiência Multipla Sensorial:

O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com freqüência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.” (MEC – 2006) “Considera-se uma criança com deficiência múltipla sensorial aquela que apresenta deficiência visual ou auditiva, associada a outras condições de comportamento e comprometimentos, sejam elas na área física, intelectual ou emocional, e dificuldades de aprendizagem.” (MEC/SEESP/2006).
Quase sempre, os canais de visão e audição não são os únicos afetados, mas também outros sistemas, como os sistemas tátil (toque), vestibular (equilíbrio), proprioceptivo (posição corporal), olfativo (aromas e odores) ou gustativo (sabor). “Comprometimentos em uma dessas áreas podem ter um efeito singular no funcionamento, aprendizagem e desenvolvimento da criança (Perreault, 2002).”
A pessoa com surdocegueira não se classifica com DMU, porque quando tem oportunidade interagem bem com o meio e as pessoas.

Necessidades básicas da pessoa com
DMU: as pessoas com deficiência múltipla são indivíduos com comprometimentos acentuados no domínio cognitivo, associados a comprometimentos no domínio motor ou no domínio sensorial ( visão ou audição) e que requerem apoio permanente, podendo ainda necessitar de cuidados de saúde específicos.
A pessoa com Deficiência Múltipla pode ter:
Necessidades físicas e médicas - A mais freqüente causa da deficiência múltipla é a Paralisia Cerebral, que compromete a postura e a mobilidade. Limitações sensoriais (visual e auditiva). Convulsões Limitações sensoriais (visual e auditiva). Controle respiratório e pulmonar. Problemas com deglutição e mastigação. Saúde mais frágil com pouca resistência física.
Necessidades emocionais – Afeto; Atenção; Oportunidades de interagir com o meio e com o outro; Desenvolver relações sociais e afetivas; Estabelecer uma relação de confiança.
Necessidades educativas devido a - Limitações no acesso ao ambiente; Dificuldades em dirigir atenção para estímulos relevantes; Dificuldades na interpretação da informação; Dificuldades na generalização.

Surdacega: A comunicação entre os seres humanos é um processo interpessoal por meio do qual se estabelecem vínculos com os outros; esta relação é estabelecida de diferentes maneiras e, segundo as possibilidades comunicativas de cada um, pode acontecer com movimentos do corpo, utilizando objetos do ambiente ou desenvolvendo um código linguístico.Nas crianças com surdocegueira, a COMUNICAÇÃO é o aspecto mais importante e, por isto, deve-se focar nele toda a atenção na implementação do programa educacional/terapêutico, já que é o ponto de partida para chegar a qualquer aprendizagem. A perda visual e auditiva limita o conhecimento do que acontece, afetando a estabilidade emocional e temor. É então que os esforços comunicativos, construindo aos poucos, possibilidade de autonomia na vida diária e conexão com o mundo é feita por meio do tato e sentidos.
As estratégias utilizadas para a aquisição da comunicação, nas duas deficiências possuem semelhanças, como estabelecer vínculos de confiança, para que a pessoa se sinta segura no meio, propiciando um ambiente colaborativo e participativo á medida do possível. O uso da baixa e alta tecnologia é uma ferramenta que deve fazer parte da rotina dessas pessoas servindo de auxílio na comunicação, fazendo o uso da tecnologia assistiva quando necessário.


domingo, 9 de março de 2014

AEE - Pessoa com Surdez.

As pessoas com surdez enfrentam inúmeros entraves para participar da educação escolar, devido à perda da audição e da forma como são concebidas as propostas educacionais das escolas, voltadas para o público ouvinte, centrada na oralidade.  Os alunos com surdez podem ser prejudicados pela falta de estímulos adequados ao seu potencial cognitivo, sócio-linguísticos e político-cultural e ter perdas consideráveis no desenvolvimento da aprendizagem.
Pesquisas e estudos realizados na última década do século XX e início do século XXI, por vários autores e pesquisadores oferecem contribuições à educação de alunos com surdez na escola comum, propiciando a valorização das diferenças no convívio social e o reconhecimento do potencial de cada ser humano.  Perlin (1998:56) afirma que "o surdo tem diferença e não deficiência, e a preocupação que pretendo explorar aqui, antes de tudo, trata da diferença e diversidade."  Romper barreiras e criar possibilidades para a efetiva inserção de alunos com surdez nas salas do ensino regular com qualidade, criar espaços acolhedores e ambientes propícios à aprendizagem da pessoa com surdez, são desafios diários da inclusão. Os limites da pessoa com surdez, provocam dificuldades ao trabalho pedagógico que é padrão nas escolas comuns, faltando-lhes propostas e práticas que dêem conta das diferenças humanas em geral.  Faz-se necessário construir um novo modelo de Escola, uma escola que se organiza para todos, independente de alguma pessoa ter deficiência visível, no qual todas as diferenças são reconhecidas e valorizadas do potencial humano é a prioridade do fazer educativo cotidiano.
Mantoan (2003) nos diz que é necessário esquecer as subdivisões entre os sistemas escolares regulares e especiais, reinventar as formas de ver o ensino e a aprendizagem, eliminar as rupturas e os fragmentos do conhecimento e das relações interpessoais.  Em síntese, é preciso provocar um impacto político-social e educacional, rompendo com os modos lineares do pensar e agir humano no que se refere à escolarização.
O contexto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, conduz à uma tomada de posição que resulta em novas práticas de ensino e aprendizagem consistentes para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
De acordo com o Decreto 5.626, de 5 de dezembro de 2005, as pessoas com surdez tem direito a uma educação que garanta a sua formação, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso as línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar. 
A proposta bilíngue pauta a organização da prática pedagógica na escola comum, na sala de aula comum e no AEE.  O AEE para os alunos com surdez, promove o acesso do aluno ao conhecimento escolar na forma das duas línguas, Libras como primeira língua e a Língua Portuguesa escrita como segunda língua. Promovendo a participação efetiva e ativa nas aulas e o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e línguístico, com os outros colegas da escola comum.  O professor de AEE trabalha em parceria, de forma a auxiliar o professor da sala regular e família sobre como e quais procedimentos e ferramentas pedagógicas podem otimizar o processo de aprendizagem do aluno com surdez.  


Referências Bibliográficas:


1 - DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.


2 -  ALVES, C. B. A. Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : abordagem bilingue na escolarização de pessoas com surdez. – Brasilia: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010.


3 -  DAMÁZIO, M. F. M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com Surdez. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado – SEESP\SEED\MEC; Brasilia\DF,  2007.


4 – DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, de P. J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção – Revista Inclusão do Ministério da Educação, 2010.



Atendimento Educacional Especializado - Pessoa com Surdez.

As pessoas com surdez enfrentam inúmeros entraves para participar da educação escolar, devido à perda da audição e da forma como são concebidas as propostas educacionais das escolas, voltadas para o público ouvinte, centrada na oralidade.  Os alunos com surdez podem ser prejudicados pela falta de estímulos adequados ao seu potencial cognitivo, sócio-linguísticos e político-cultural e ter perdas consideráveis no desenvolvimento da aprendizagem.
Pesquisas e estudos realizados na última década do século XX e início do século XXI, por vários autores e pesquisadores oferecem contribuições à educação de alunos com surdez na escola comum, propiciando a valorização das diferenças no convívio social e o reconhecimento do potencial de cada ser humano.  Perlin (1998:56) afirma que "o surdo tem diferença e não deficiência, e a preocupação que pretendo explorar aqui, antes de tudo, trata da diferença e diversidade."  Romper barreiras e criar possibilidades para a efetiva inserção de alunos com surdez nas salas do ensino regular com qualidade, criar espaços acolhedores e ambientes propícios à aprendizagem da pessoa com surdez, são desafios diários da inclusão. Os limites da pessoa com surdez, provocam dificuldades ao trabalho pedagógico que é padrão nas escolas comuns, faltando-lhes propostas e práticas que dêem conta das diferenças humanas em geral.  Faz-se necessário construir um novo modelo de Escola, uma escola que se organiza para todos, independente de alguma pessoa ter deficiência visível, no qual todas as diferenças são reconhecidas e valorizadas do potencial humano é a prioridade do fazer educativo cotidiano.
Mantoan (2003) nos diz que é necessário esquecer as subdivisões entre os sistemas escolares regulares e especiais, reinventar as formas de ver o ensino e a aprendizagem, eliminar as rupturas e os fragmentos do conhecimento e das relações interpessoais.  Em síntese, é preciso provocar um impacto político-social e educacional, rompendo com os modos lineares do pensar e agir humano no que se refere à escolarização.
O contexto da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, conduz à uma tomada de posição que resulta em novas práticas de ensino e aprendizagem consistentes para a educação de pessoas com surdez, nas escolas públicas e particulares.
De acordo com o Decreto 5.626, de 5 de dezembro de 2005, as pessoas com surdez tem direito a uma educação que garanta a sua formação, em que a Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa escrita, constituam línguas de instrução, e que o acesso as línguas ocorra de forma simultânea no ambiente escolar. 
A proposta bilíngue pauta a organização da prática pedagógica na escola comum, na sala de aula comum e no AEE.  O AEE para os alunos com surdez, promove o acesso do aluno ao conhecimento escolar na forma das duas línguas, Libras como primeira língua e a Língua Portuguesa escrita como segunda língua. Promovendo a participação efetiva e ativa nas aulas e o desenvolvimento do seu potencial cognitivo, afetivo, social e línguístico, com os outros colegas da escola comum.  O professor de AEE trabalha em parceria, de forma a auxiliar o professor da sala regular e família sobre como e quais procedimentos e ferramentas pedagógicas podem otimizar o processo de aprendizagem do aluno com surdez.  


Referências Bibliográficas:


1 - DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.


2 -  ALVES, C. B. A. Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar : abordagem bilingue na escolarização de pessoas com surdez. – Brasilia: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010.


3 -  DAMÁZIO, M. F. M. Atendimento Educacional Especializado: Pessoa com Surdez. Formação Continuada a Distância de Professores para o Atendimento Educacional Especializado – SEESP\SEED\MEC; Brasilia\DF,  2007.


4 – DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, de P. J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção – Revista Inclusão do Ministério da Educação, 2010.



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO


A audiodescrição é um recurso de acessibilidade.
Descrever imagens em palavras constitui na possibilidade de pessoas cegas ou com baixa visão terem acesso ao conteúdo de filmes, propagandas na TV, documentários, peças de teatro e outras atividades, transformando o visual em verbal. A audiodescrição é uma ferramenta importante no processo de inclusão social. A escola deve fornecer a formação e proporcionar o acesso à esses meios, as tecnologias de acesso à audiodescrição existentes que colaboram para a compreensão e percepção de mundo para a pessoa com deficiência visual.

Vale conferir:

Audiodescrição de propagandas (natura, coca-cola, banco itaú) e reportagens.

assimcomovoce.blogfollha.uol.com.br/2013/01/23/para-comer-com-os-dedos/
O jornalista Jairo Marques do Jornal "Folha de São Paulo" em sua coluna mostra uma propaganda de uma grande rede de fast food da África do Sul para o público formado por deficientes visuais. É apresentado o vídeo e a audiodescrição da propaganda do hambúrguer (muito interessante).


Livro: "Audiodescrição – Transformando Imagens em Palavras".
Editado pela Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo e organizado por Lívia Motta e Romeu Filho, o livro traz artigos de vários autores que revelam tanto os aspectos técnicos da audiodescrição como sua concretização com um direito à comunicação e informação.

Audiodescrição na contação de história.


www.blogdaaudiodescriçao.com.br



domingo, 20 de outubro de 2013

Jogo de Alfabetização.

                                         
                                       
                                            JOGO:  TROCA LETRAS

Objetivo do jogo: Elaborar a maior quantidade de palavras formadas a partir da troca de letras.
Participantes: 2 ou mais.
Material: - 1 quadro de pregas;
               - 20 fichas com figuras (10 pares de figuras cujas palavras são semelhantes, com diferença apenas em relação a uma das letras);
               - Fichas com letras.
Regras: O professor coloca no quadro de pregas 5 figuras e, ao lado, forma com as fichas das letras as palavras correspondentes a essas figuras, deixando na mesa as demais fichas de letras.  Coloca, em cima de uma das fichas, outra ficha com uma figura cuja palavra é muito semelhante à palavra representada pela figura que primeiramente foi colocada (por exemplo, se antes tinha a ficha da figura pato, coloca-se a ficha que tem a figura do rato).  E questiona-se o aluno “Que letra devo trocar para que a palavra PATO vire RATO?”  O aluno escolhe e coloca em cima da letra que acredita que precise ser modificada para formar a nova palavra.  Se acertar, acumula pontos. 
Público alvo e Mecanismos de aprendizagem a serem desenvolvidos: Alunos em processo de alfabetização, não necessariamente DI mas também os DI, que não compreendem alguns princípios do sistema, como o de que duas palavras diferentes são escritas com letras diferentes e o de que a substituição de uma única letra transforma uma palavra em outra.  Indicada para crianças que já detenham parte desse conhecimento, mas que ainda não tenham consolidado as correspondências grafofônicas.  Tornando se capazes de perceber que a escrita tem relação com a pauta sonora.  Quando comparam palavras, buscam semelhanças e/ou diferenças, consolidam, constroem correspondência entre as unidades sonoras (fonemas) e as unidades gráficas (letras), fazendo um esforço para identificar o único som diferente entre as palavras.  Desenvolvendo o uso de estratégias de atenção, memória auditiva, seleção, da capacidade de transferir aprendizagem para novos contextos e de motivação ao perceber-se capaz.